Nos últimos tempos, muito se tem falado sobre as relações entre africanos. Particular realce e susceptíveis de causar revoluções estomacais a todos os que vêem os vídeos retratando a campanha de xenofobia que decorre presentemente na África do Sul. É de lamentar o que ocorre, a violência física e em grupos, contra os estrangeiros (emigrantes) africanos, espancando-os, levando a morte à algumas vítimas. De realçar que não é a primeira vez que isso ocorre, podendo dizer-se que é ciclo, de dois em dois ou três anos, tudo volta a acontecer. É até quase normal. Na sua capital é perigoso um estrangeiro andar sozinho. É perseguido com o intuito de o assaltar. A criminalidade contra estrangeiros é altíssima, sob o olhar "conivente" da polícia e outras autoridades. É verdade, que a repetição dos actos de xenofobia deixam antever que os problemas originários dessa atitude não são resolvidos e agudizam-se com o tempo, ou não existe vontade institucional de o fazer, vistos que os protagonistas até, são conhecidos.
Onde paira a polícia, o exército, no sentido de proteger as pessoas visadas?
É de facto triste saber que a África Austral sofreu duramente e dedicou-se a fundo, com perdas humanas, (em Angola e Moçambique, essencialmente e os demais países fronteiriços), com muitas baixas, para que a África do Sul se visse livre do "Apartheid". Ele de facto triste e muito duro saber que esse povo pelo qual nos sacrificamos, escorraça-nos tal qual "cães sarnentos".
Em Angola, havia o "slogan" que dizia que : *"na Namíbia e África do Sul, está a continuação da nossa luta",* com inúmeros milhares de elementos do ANC e Swapo e inúmeras bases militares. Por isso, o sul de Angola foi invadido pelo exército sul africano (bouer) e muitíssimas vezes bombardeado.
*Mas, que tamanha ingratidão!*
Por outro lado, qual tem sido a resposta do nosso Ministério das Relações Exteriores?
O que acontecerá se os diversos países responderem na mesma proporção? Alguns países, que não têm uma política inconsequente, para com os seus cidadãos, tal qual Angola, manifestaram a sua indignação contra esses factos, afirmando até, intensões de retaliação, caso isso continue.
*As entidades angolanas permanecem "mudas".*
Kuxixima Kwamy
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