Na habitual conversa com os meus botões, veio a baila assuntos, que penso, a todos diz respeito, como : *"o posicionamento a tomar, por cada um, ante os inúmeros problemas que afectam o país, a nação".* *" *O que a pátria, a nação, espera de nós, seus filhos?*
Ao abordarmos estes temas, outras questões, intrínsecas, vêm a baila, como por exemplo "o patriotismo", etc, etc.
Algumas pessoas, ao aborda-los, refugiam-se no conceito "fazer ou não fazer política. *Afinal o que é a política?* Uns dizem que "não devem falar(ou fazer)", outros, que todos devem fazer política". Muitas pessoas, têm a opinião de não fazer, em consequência do trauma que a nação angolana vivenciou aquando dos
episódios de 27 de Maio de 1979! Outras preferem refugiar-se no facto de professarem uma religião (como as Testemunhas de Jeová) para não o fazerem, argumentando uma dada passagem bíblica!
Outros preferem tomar uma atitude mais actuante e participam nas discussões de todos os problemas, políticos, sociais, etc. *Eu faço parte desse terceiro grupo* , aliás, e por ser membro desta sociedade, os seus problemas também me são "inerentes".
Como bom filho desta, "canto e alegro-me" com os bons feitos dela, "sofro e choro" com as suas desditas.
Eu não sei se com isso, estarei a fazer política. Gostaria muito não falar de politica (naquele conceito perverso que alguns têm dela), aliás "de um tempo a esta parte", por algumas razões, tornei-me *" *apartidário",* ou seja, deixei de ser o "militante fervoroso" que era, e decidi não militar em nenhum partido político, formulando as minhas opiniões, sem partidarismo, nem paternalismos, simplesmente, como angolano. (Abro aqui, um parêntese, para dizer que, pelas minhas abordagens, algumas vezes " *não sou bem visto* " por este ou aquele, sofrendo até duras chamadas de atenção, ameaças "veladas" e algumas, "abertas", da parte de pessoas que não lhes agrada "a verdade" ou pensam que temos que com eles "comungar, obrigatóriamente, de uma dada opinião que os favoreça e não, a todos", não aceitando a opinião contrária, ou seja, *não habituados a viver em democracia).*
*Mas onde termina a vida social e começa a política?*
Na minha modesta opinião, elas entrelaçam-se ou seja, *a linha que as separa é muito tênue, daí que as vezes não nos apercebemos quando estamos a pisar o risco que as separa.* Muitas assumpções políticas afectam o quotidiano social dos cidadãos, o seu desenvolvimento e bem estar, daí que o simples facto de " *viver, é fazer politica".*
*Será que usar "o direito de opinar é fazer política"?* Os meus (nossos) filhos, irmãos e familiares dependem do que aqui se faz, (em seu nome, em nome do "povo") em termos políticos, infelizmente. Eu acho, e porque os meus aqui ficarão quando eu "der as de badagaio", que devo contribuir para deixar esta sociedade melhor. Penso que, isso devia (deve) ser uma *"obrigação de todos".* Ficar calado e não se importar com o que se faz e como se faz, (mal ou bem), é o que alguns, mal intencionados, oportunistas, "anti-patriotas" pretendem. *E qual é, então, o nosso papel?** Estaremos a ser patriotas e merecer o título de "verdadeiros angolanos" ou simplesmente de "nascido em Angola"? *"Nascer" em Angola, não faz de nós o "verdadeiro angolano".* Qual será a diferença entre o filho que se nega a participar na vida do país, que não o sente, e um estrangeiro qualquer (existem as centenas) que por aqui aporta, e na capa de angolano, recolhe uns diamanteszitos, uns dolarzitos e vai embora, não se importando com o desenvolvimento e outros factores?
*Estaremos assim a merecer os dois metros e "poucos" de terra, que hão de receber os nossos restos mortais, vindos de Barcelona, Lisboa ou qualquer outra parte do mundo?*
*Penso, que é preciso "merecer esse pedaço de terra"!*
Estaremos a portar-nos como "dignos" filhos desta terra, desta pátria?
*A pátria precisa de "verdadeiros filhos", íntegros que se dediquem a ela e pensem "nação"!* Um verdadeiro filho da pátria, ama-a, doa-se a ela, sofre por ela, entrega-se a ela. *Isso faz dele um "patriota"* .
Kuxixima Kwamy
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