Começou 2023. Findou 2022, com as mesmas dificuldade de outros anos, quiça "mais acrescidas", olhando para o número de indivíduos que dependem, na totalidade, dos "contentores de lixo".
2022 caracterizou-se, de uma maneira geral, por retrocessos, em vários aspectos da vida económica e social das pessoas, no nosso país. Dificuldades alimentares, pobreza extrema, alto nível de desemprego, despauperização da vida económica e social de pessoas que se podiam considerar da "classe média" ( se é que alguma vez existiu, em Angola) e índices gritantes de pobreza (miséria, até). Em consequência, verificamos muitas mudanças de hábitos e costumes da população nos últimos anos. A prostituição atingiu índices alarmantes, os lares estão se desfazendo (homens e mulheres tornaram-se altamente infiéis, e por coisas consideradas " bagatelas," perigando os seus lares por "quase nada"), amores se destruindo, olhando para o altíssimo indicie de divórcios (oficiais e não só).
Ante este cenário, os pais de família estão com dificuldade enormes, em segurar os filhos, que muitos deles, desesperados optam em emigrar para a Europa dada a escassez da oferta nacional. Enfim, assim vai a nossa sociedade, caminhando para o abismo total, onde é proibitivo falar de educação, saúde, nem de justiça.
Mesmo assim, perante tão negro cenário, alguns, como eu, ( aliás, dizem que os poetas têm o condão de se enganarem a si mesmo e moralizar em de amores que só para eles, existem) recusamos "atirar a toalha ao tapete". Continuamos lutando e tentando fazer "vingar" os nossos valores cívicos, culturais e morais, com as forças que ainda nos restam, e certo estou, haveremos de sobreviver a toda essa ecatombe, e a nossa sociedade vingará, contra todos aqueles que (não sei se intencionalmente ou por mera ignorância) estão levando a cabo acções para afundá-la.
Sim, e muitas vezes me socorro as músicas da chilena Mercedes Sosa, (como "gracias a lá vida") e Armando Tejadas ("cancion de las cosas simples"), para me inspirar a continuar vivendo, "masturbando-me", acreditando que *"*não há mal que não tenha fim".**
Os votos que faço, é que continuem lutando pelas coisas boas da nossa nação. Por favor não desistam.
Que este ano (2023), não seja tão duro quanto o anterior.
Kuxixima Kwamy
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