Mais uma vez, fiquei cogitando com os meus botões e eles relembraram-me que o fenômeno "crianças de rua" quase desaparecera e que no Largo 1° de Maio ou seja Largo da Independência, (não sei como lhe chamar, porque algumas vezes fico com uma certa dúvidas de como chamar), e outros sítios já não se fazia sentir a grande escala. É claro que a vida dos angolanos e luandenses "melhorou" de tal maneira, e as riquezas do país "idem" aumentaram, principalmente com a guerra na Ucrânia, para não culpar-se só a Covid 19, pelas melhorias (?) da nossa condição de vida. Sim, a qualidade da dejectos sólidos que vão parar aos contentores de lixo são de tamanha qualidade, que metade (ou quase) da população, prefira ir lá chafurdar por algo que satisfaça o apetite, aliás este nosso estômago de tão estúpido que é, "meia volta" incomoda tanto, esquecendo-se que ontem e anteontem fizemos o "esforço" (como agora "está na moda", os nossos queridissimos governantes, dizerem) de lhe dar algo. É que não é a qualidade dos dejectos nos contentores de lixo, que tenha melhorado, ( até porque aqueles que deitam as sobras, estão mais rigorosos, com as desculpas dizendo que, em casa, aumentou o número de cães) mas sim a excassez, o que faz com que uns quantos, como nós, tenham decidido viver junto dos contentores. As contendas são cada vez mais frequentes e sangrentas.
Sim, o fenômeno "crianças de rua" voltou, acompanhado com os "pais de rua", que com "os olhos secos", (como uma vez dissera o "poeta maior" daqui da banda) decidiram nos contentores de lixo deleitarem-se também.
Sim, estamos em época de mais umas eleição, e já se pediu "encarecidamente" que se coloque uma "urna de voto" junto de cada contentor de lixo, devido ao fluxo de pessoas que a eles visita e aí permanecem. Eu, pessoalmente já escolhi o meu contentor de lixo e peço a polícia que se faça presente cedinho, porque não vou permitir que os oportunistas, "aqueles de gravata e jeeps patrois com os vidros fumados que passam sempre com as sirenes acesas e a fazer barulho, cheios de pressas" vão para lá, porque eles "caçam (comem) tudo e não deixam nada", até as migalhas, como cantava o português Zeca Afonso, que na altura, punha o cine Karl Marx ao rubro, nas festividades da independência.
Kuxixima Kwamy
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