Espero que tenham tido uma boa (é possível?) passagem de ano e que 2022 (que foi particularmente duro, em todos os aspectos) seja para esquecer da memória dos angolanos e que 2023 venha a ser mais leve que o anterior.
É verdade que com a "entourage direcional ou seja, governativa" que temos, nada de bom se pode esperar, *mas há que ter fé* (para nos mantermos vivos!) *e nunca perder as esperanças.*
Estava em assistindo a Euro- News, como religiosamente (tal qual a oração do dia) o faço e qual foi o meu espanto ao deparar com a notícia (em letras garrafais) que em 2021 cerca de 60000.00 (sim, 60 mil) portugueses emigraram para vários países europeus e que Angola é 9o (o nono) país de eleição para eles.
Uma pergunta não se quer calar:
*O que é que está a passar?* Enquanto os angolanos, principalmente a sua juventude, não suporta as dificuldades de todo tipo, a carestia do nível de vida, a falta de oportunidades e de investimentos na saúde e educação, e enchem as embaixadas dos países europeus (que têm políticas desastradamente restritivas para os angolanos, descriminatórias), eis que os portugueses querem (e tratam de) vir para cá.
Claro, o respeito que aqui se dá aos estrangeiros, fá-los sentirem-se na lua, os chefes, os patrões e relembram-nos que a colonização não terminou em 1975, simplesmente mudara de nome *(para a neo-colonização),* mesmo tendo como factor do seu desenvolvimento e estabilidade económica, os dinheiros vindos de Angola, levados pelos (que se dizem) *patriotas* que sonham (e suspiram) com as "magrissimas" sardinhas e vinhos portugueses, e menosprezam a "lambula da banda".
Outro-sim (agora se entende, porquê!) é que aqui na banda, "de um tempo a esta parte" *tudo o que é português, tem qualidade e naturalmente é mais caro, dos medicamentos, pastelarias, fios elétricos, fechaduras, etc, etc.*
Quem conhece Portugal e já lá viveu, sabe que *isso é uma mentira do tamanho de uma montanha.*, e que a água "Luso" não é melhor que a "Bom Jesus", pelo contrário. A verdade é que pagam (miserável salários) pouco aos seus empregados e colaboradores angolanos e cobram caro os seus productos.
São *"kanguinhas e colocotós"*!!
Com eles não vamos longe, alguém estás a enganar-nos!
Kuxixima Kwamy
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