Hoje de manhã tomei conhecimento do passamento físico de Mikhail Gorbatchev. Tal facto aumentou a minha nostalgia e o meu olhar cavalgou, retrospectivamente, até ao horizonte passado dos anos de 1987-1992, quando vivenciamos os factos ocorridos na URSS. Foram tempos difíceis onde vingou a tenacidade, determinação, persistência, visão e humanismo de um homem que sonhou com a paz, liberdade e igualdade entre os homens e tudo fez para mudar o paradigma da sociedade em que vivia.
Gorbatchev foi o último presidente da então URSS e teve o ónus de acabar com a guerra fria entre os dois blocos (ocidental ou seja "capitalista" e o socialista) de forma pacífica e ter dirigido a queda do muro de Berlim (que separava as duas alemanhas, reunificando-as), tendo sido agraciado com o prêmio Nobel da paz de 1990.
A sua teoria, *Perestroika* (reconstrução) e a política de *Glasnost* (transparência, abertura) permitiram aos cidadãos da antiga URSS, encarar o desenvolvimento da nação de maneira mais séria. Algumas vezes mal compreendido pelos pelos seus conterrâneos mais fanáticos que apregoavam, defendiam a hegemonia soviética.
*Os homens passam, mas as obras ficam.*
A obra de Gorbatchev, mudou o mundo e merece toda a nossa admiração e respeito pelos resultados que conseguiu, a real abertura da URSS e a restituição da soberania de muitos dos seus componentes.
Quem nos dera, que aqui, no nosso burgo, as pessoas fossem tão sérias e comprometidos com a pátria, e que aqueles que proclamaram a luta contra a corrupção tivessem a mesma tenacidade e determinação e que isso não passasse de simples sofismas, de conversa para boi dormir.
Oh, quem nos dera,.....!
Quem nos dera,......!
Kuxixima Kwamy
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